quarta-feira, 16 de junho de 2010

Torcedores de Sinop e Lucas saem às ruas para comemorar



Sinop

Primeiro jogo do Brasil na Copa de 2010, a grande torcida brasileira esperava um show de gols, e teve que se contentar com uma partida fraca e sem lances espetaculares. O placar final de 2 x 1 para o Brasil, levou torcedores as ruas de Sinop para comemorarem a primeira vitória na Copa da África.

Até a semana passada Sinop estava apagada para a Copa do Mundo. Em ritmo de Exponop os torcedores acabaram deixando de lado a empolgação o futebol. Essa falta de ânimo não durou muito tempo.

A feira agropecuária terminou no domingo (13), e já na terça-feira (15) pela manhã andando pelas ruas de Sinop a camiseta amarelinha já despontava nas ruas, meio tímida, uns amarelinhos aqui outro ali. O comércio local percebendo esse filão correu e lotou as vitrines com as cores da bandeira.

A decoração tipicamente nacionalista é maioria nas ruas de Sinop, e o espírito da Copa incorporou nos brasileiros. São bandeirinhas penduradas nos carros, motos, bicicletas e até em carrinhos de bebê. As famosas vuvuzelas deram o ar da graça e lembrou os desavisados que a Copa chegou.

A torcida sinopense se mobilizou de acordo com as possibilidades de cada um. O turno de trabalho para alguns foi encerrado antes do jogo, outros levaram a televisão para o escritório e fizeram a festa por lá.

Os restaurantes e bares que forneceram o telão tiveram lotação máxima, e não deu pra quem quis. Os felizardos que possuem TV de plasma ou LCD, tiveram a casa tomada por amigos. “Meus colegas de trabalho se convidaram para ver o jogo lá em casa. Cheguei e tinha uma turma reunida na maior animação, entramos na festa e foi ótimo”, conta o analista de sistema Rafael Ramos.

Terminando o jogo os torcedores foram comemorar, com carreata, buzinas e som de vuvuzelas. O ponto final foi a avenida Julio Campos, onde a festa continuou até altas horas da noite. É o espírito da Copa do Mundo que começa a encantar os brasileiros e encantou Sinop.

Lucas do Rio Verde

Em Lucas do Rio Verde a torcida, que também andava ainda meio tímida, a partir de ontem (15) deu o tom da Copa. Durante o período da manhã os luverdenses já estavam vestidos a caráter para a estréia da seleção na Copa do Mundo da África. Muitos comércios adotaram o verde e amarelo como cor oficial dos uniformes. Nas ruas: carros, motos e bicicletas desfilavam com bandeirinhas do Brasil.

Logo após o meio dia o movimento nas ruas da cidade já era mais ameno comparado aos dias normais. Um clima de feriado pairava no ar. Alguns ainda passavam pelos mercados e pontos de vendas para comprar a cervejinha, o salgadinho ou o refrigerante para alimentar a torcida. A maioria das pessoas em Lucas assistiu ao jogo em casa com a família e/ou amigos. Houve até quem preparou aquele churrasquinho.

Foram poucos os comércios gastronômicos que instalaram telões para receber a torcida, mas quem se preparou não se arrependeu de trabalhar durante o jogo, pois os torcedores compareceram em peso.

Quando começou o jogo as ruas já estavam desertas. Ansiedade e muita expectativa para ver o primeiro jogo do Brasil na campanha que poderá levar ao hexa campeonato. Mas a seleção não agradou. “Tira o Kaká”, gritava um. “Cala a boca Galvão”, emendava outro, impaciente com o locutor da rede Globo que não parava de fazer seus comentários nada compatíveis com o jogo. Fim do primeiro tempo e nada de gol. A torcida transparecia certa decepção com a seleção comandada pelo técnico Dunga, que recebeu muitas críticas. “Tem que tirar o Kaká e o Luiz Fabiano eles não jogaram nada”, desabafou um dos mais milhares técnico/torcedor brasileiro.

Veio o segundo tempo e a seleção acordou um pouco. O golaço do lateral Maicon deu novo ânimo e levantou a torcida. O grito preso na garganta trouxe consigo muita alegria e vibração. “Eu sabia, agora vamos golear”, disse otimista um torcedor que suportava calado as críticas da maioria no primeiro tempo. Mas o jogo seguiu sem muita criatividade. Elano fez o gol e saiu. Kaká também foi substituído abaixo de vaias. No finalzinho a Coréia do Norte ainda fez um gol, muito bem elaborado por sinal. E foi só.

A torcida foi pra rua comemorar. O fluxo de carros e motos ficou intenso por todos os cantos da cidade, principalmente na região central. Mas não houve concentração de torcedores em um local específico, apenas carreatas e buzinações a todo o momento. Os barzinhos acolheram a torcida, que mesmo desconfiada com o desempenho da seleção comemorou noite afora.

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