segunda-feira, 31 de maio de 2010

Bola Jabulani 'silencia' a vuvuzela e vira a nova polêmica da Copa sul-africana


A pouco mais de dez dias da abertura da Copa, o som das vuvuzelas parece perder espaço como promessa de principal controvérsia do torneio na África do Sul. Leve e "amiga" dos efeitos estranhos, segundo os jogadores, a Jabulani começa a tomar o lugar das barulhentas cornetas sul-africanas nas reclamações da vez antes do evento e já ensaia tirar do rodapé da história os nomes de bolas dos Mundiais.

Mesmo entre os estudiosos de Copas, é difícil encontrar alguém que saiba que Fevernova, Teamgeist e Tango são nomes de bolas usadas no torneio. Agora em 2010, mesmo antes do início dos jogos, a Jabulani já ascende à notoriedade por meio das crescentes críticas de jogadores de diversas seleções a respeito de suas características e promete virar palavra fácil na boca do torcedor.

Durante a preparação das seleções, a contrariedade de jogadores em relação à bola oficial da Copa 2010 atravessa barreira entre posições e até une goleiros a atacantes. Geralmente, são os homens das luvas que reclamam de novos modelos que favorecem aquele que busca o gol. Agora, a crítica ao modelo desenvolvido pela Adidas vem de todos os lugares.

"É horrível, horrorosa", disparou Julio Cesar em entrevista coletiva no último sábado em Johanesburgo, onde a seleção se prepara para a Copa. "Parece aquelas bolas que a gente compra no supermercado", emendou o titular do gol brasileiro.

"A bola é muito estranha, de repente sai de você. Acho que ela não gosta que alguém a chute. É mais um adversário. Parece que tem alguém guiando a bola. Você vai cabecear e ela se mexe. É sobrenatural essa bola", criticou o goleador Luís Fabiano no domingo passado.

A mais nova 'vilã' dos jogadores da Copa também desagrada integrantes de outras seleções. A Jabulani foi recentemente foco de crítica nas preparações de Espanha, Itália e Chile. "Parece uma bola de praia", disse o espanhol Iker Casillas, sobre o modelo de 11 cores.

Mas há quem defenda a bola da Copa. Na última semana, a Adidas emitiu uma nota de divulgação, de alcance internacional, sobre a Jabulani. A peça continha elogios ao modelo de vários jogadores renomados, também patrocinados pela gigante de materiais esportivos. Nomes como Cech, Lampard, Ballack e Kaká ajudaram na ação publicitária com depoimentos favoráveis sobre a novidade do Mundial sul-africano.

"Para mim o contato com a bola é muito importante e é ótimo com essa bola", afirmou o garoto-propaganda Kaká no material de divulgação da Adidas.

Na nota de divulgação, a Adidas diz sobre a Jabulani: "O recém-desenvolvido perfil Grip'n'Groove oferece aos melhores jogadores do mundo uma bola que permite um voo excepcionalmente estável e perfeita aderência em todas as condições climáticas". O brasileiro Júlio Baptista apresentou argumento contrário sobre sua experiência com o modelo: "Nas jogadas pelas laterais, quando damos aquela rosca para cruzar, ela sai do lado contrário. Se você chuta de longe, ela pode fazer três ou quatro curvas na trajetória".


Vuvuzela: menos barulho



Enquanto a Jabulani toma o foco das discussões pré-Copa, a vuvuzela parece viver momento de inédita aceitação a poucos dias do Mundial. A popular e barulhenta corneta sul-africana enfrentou uma onda de críticas durante a Copa das Confederações do ano passado, quando jogadores, técnicos e jornalistas presentes ao evento reclamaram do desconforto de se trabalhar em meio à anárquica sinfonia das arquibancadas.

Durante o torneio em 2009, a polêmica da vuvuzela chegou até o presidente da Fifa Joseph Blatter. Duas entrevistas coletivas oficiais do cartola na Copa das Confederações tiveram a corneta como tema central, em reclamações contundentes vindas principalmente de jornalistas europeus. Na ocasião, o dirigente suíço afirmou que não poderia agir contra um elemento cultural do futebol da África do Sul. "Estamos na África, temos que deixar eles expressarem sua cultura da maneira que quiserem", disse.

Nos últimos meses, no entanto, a preocupação quanto à intervenção negativa das vuvuzelas nos jogos da Copa foi gradualmente diminuindo. A organização do Mundial se dirigiu ao público sul-africano sobre o tema em diversas oportunidades, pedindo o uso "politicamente correto" das cornetas.

Na semana passada, o grande teste para as vuvuzelas aconteceu durante a partida amistosa entre África do Sul e Colômbia, no estádio Soccer City, futuro palco da abertura e final da Copa. Uma campanha de comportamento teve êxito principalmente no respeito aos hinos nacionais das duas seleções.

Na mesma noite, a organização do Mundial realizou um teste de ruído, preocupada com eventuais avisos de emergência. No entanto, após a partida, as autoridades do evento manifestaram a crença de que as cornetas não atrapalharão os jogos, nem as transmissões de TV.

Rúgbi para Soweto a duas semanas da Copa com direito a ensaio para vuvuzelas


Vuvuzelas fazendo barulho, torcedores fantasiados e muita festa dentro e fora do Orlando Stadium. O Soweto parou na noite do último sábado, mas não foi para ver as seleções da Copa do Mundo. Uma final de rúgbi agitou uma das regiões mais famosas e habitadas da África do Sul. A duas semanas do Mundial da Fifa, a bola oval foi a prioridade.

Esporte número um da minoria branca sul-africana, o rúgbi teve uma noite de gala em um bairro que respira futebol e alimenta a maior rivalidade nacional, protagonizada por Orlando Pirates e Kaizer Chiefs. E foi no estádio do primeiro time que o Bulls bateu o Stormers por 25 a 17 para conquistar o Super 14, tradicional torneio de rúgbi que reúne equipes da África do Sul, da Austrália e da Nova Zelândia.

O clima no Orlando Stadium era de Copa do Mundo. Foi assim, pelo menos, que os torcedores encararam a partida. “O que importa para nós agora é essa partida. O país já vive a Copa do Mundo, mas hoje o rúgbi é a nossa Copa”, disse Paul Goersk, torcedor do Bulls e vestido com uma camisa do Liverpool, da Inglaterra.

Além das camisas do Bulls, time sediado em Pretória (a 54 km; o Stormers é da Cidade do Cabo, a 1.300 km), dois artigos eram comuns no meio da torcida: vuvuzelas e cerveja. O mais barulhento deles, por razões claras, foi o que mais chamou a atenção.

As cornetas que causaram polêmica na Copa das Confederações de 2009 e viraram até alvo de protesto garantiram o zumbido permanente durante o jogo. Fora do estádio não foi diferente. De vendedores a torcedores, muitas carregavam as vuvuzelas que prometem ser uma das marcas registradas da Copa na África do Sul.

O jogo também proporcionou cenas que há 20 anos seriam impossíveis. O Soweto foi um dos grandes focos de resistência ao apartheid (sistema de segregação racial que limitava principalmente os direitos dos negros e imperou no país até o começo da década de 1990). Cenas de humilhação, conflito e violência aconteceram na região na época.

Na noite passada, contudo, o clima foi de confraternização. Brancos e negros fizeram uma festa só nos arredores do estádio. Os brancos eram maioria entre os torcedores. Os negros eram os anfitriões. A mistura desta vez foi pacífica, assim como na semana passada, em outro jogo do Bulls pelo Super 14.

Ao fim da decisão, os fãs dos Bulls puderam comemorar o terceiro títulos do Super 14 nos últimos quatro anos. Agora, sim, todos pretendem respirar apenas a Copa do Mundo. De 11 de junho a 11 de julho, a África do Sul será o país do futebol.

Maradona fecha as portas da concentração e imprensa argentina reage

A imprensa argentina criticou duramente o técnico Diego Maradona por ter fechado as portas da concentração argentina aos jornalistas neste domingo.

"A mais de 200 metros de distância, entre árvores e por meio de uma fenda, só se dava para ver a silhueta dos jogadores. Talvez seja uma estratégia, como se o futebol fosse um mistério", diz o jornal La Nación em seu site.

"Desconhecemos as razões pelas quais a Associação do Futebol Argentino (AFA) não autorizou a entrada da imprensa no Centro de Alto Rendimento da Universidade de Pretória", que fica próximo a Johannesburgo, acrescenta o periódico.

O jornal esportivo Olé foi mais comedido, mas sem deixar de usar o habitual bom humor.

"Todos, especialmente a imprensa internacional, buscavam uma imagem da equipe argentina, mas só encontraram um cadeado, como um verdadeiro 'catenaccio', desde que a seleção pisou na África do Sul", explica a reportagem, citando o sistema tático ultra defensivo criado pelo técnico argentino Helenio Herrera no fim dos anos 50.

O Olé cita também que Andrés Ventura, chefe da assessoria de imprensa da seleção argentina, avisou aos repórteres que até o dia 3 de junho será impossível conversar com os jogadores e Maradona.

Neste domingo, a equipe treinou em dois períodos, com exercícios físicos na parte da manhã e uma atividade leve à tarde.

Seleção aguarda testes antidoping surpresas na reta final de preparação

A partir de terça-feira, dia 1º de junho, a comissão antidoping da Fifa poderá submeter a seleção brasileira e as demais equipes que irão participar da Copa do Mundo na África do Sul a testes antidoping surpresas.

Prevista nas normas oficiais do Mundial, a ação tem como finalidade a prevenção de casos durante o torneio. Segundo o departamento de comunicação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a visita dos inspetores antidoping pode acontecer a qualquer momento do dia.

Na última Copa, na Alemanha em 2006, a equipe antidoping destacada pela Fifa surpreendeu a delegação brasileira às 7h da manhã para efetuar os testes com oito jogadores do Brasil.

A delegação brasileira está concentrada em um hotel de Johanesburgo, mesma cidade em que realiza seu primeiro jogo na Copa, no dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte.

Em mãos italianas



A Taça Fifa é feita de ouro maciço de 18 quilates. O troféu iniciou uma tour pelo mundo no dia 21 de setembro do ano passado, partindo da sede da Fifa, em Zurique, na Suíça, em direção à cidade do Cairo, no Egito. Depois da final da Copa do Mundo da África do Sul, no dia 11 de julho, em Johanesburgo, ela será entregue ao campeão. O país vencedor ficará com a taça pelos próximos quatro anos. Depois desse período, os campeões receberão uma réplica da Fifa.
O troféu deve chegar na África do Sul no dia 4 de maio, depois de passar por 86 países em 225 dias, percorrendo 134.107 quilômetros. A distância é equivalente a três voltas no mundo. Todos os países do continente africano estão na rota da taça. Ela passou pelo Brasil em fevereiro deste ano. No Rio de Janeiro, foi exposta num pavilhão com capacidade para 10 mil pessoas, com cinco ambientes que contavam a histórias das Copas. Em São Paulo, o símbolo da conquista da Copa do Mundo foi exibido no Memorial da América Latina.

O atual troféu foi feito em substituição ao Jules Rimet, em 1974. O antigo troféu foi batizado em homenagem ao antigo presidente da Fifa. A taça, que foi entregue aos campeões mundiais de 1930 a 1970, ficou definitivamente com o Brasil depois da conquista do tricampeonato mundial na Copa de 1970, no México, mas foi roubado em 1983. A Taça Fifa só poderá ser trocada quando o espaço onde está escrito o nome dos países campeões for totalmente preenchido. Mesmo assim, ficará de posse da entidade que regula o futebol no mundo.

Parreira descarta continuar à frente da África do Sul após a Copa


O técnico da África do Sul, o brasileiro Carlos Alberto Parreira, desmentiu os rumores que apontavam para sua possível continuidade à frente dos Bafana Bafana até a Copa Africana de Nações de 2012.

"Falaram sobre mim como um tipo de diretor técnico ou algo assim, mas disse que não, já que quero retornar com meus filhos e netos para o Brasil", disse Parreira, citado nesta segunda pela imprensa local.

"Estive longe durante cinco meses e deixarei os Bafana e a África do Sul após a Copa, mas estou decidido a deixá-los em uma posição forte, tendo os classificado pelo menos para a segunda fase da competição", assinalou.

Parreira retornou à África do Sul para iniciar uma segunda caminhada no banco da seleção nacional no final do ano passado; e o fez como um apagador de incêndios depois da mais que discreta trajetória da equipe sob o comando de Joel Santana.

Desde sua chegada, a África do Sul emendou dez jogos internacionais sem conhecer a derrota.

"Fui técnico em muitas Copas (a de 2010 será a sexta) em 42 anos no futebol. Acho que ganhei um descanso", assegurou Parreira, dando por finalizado o debate.

Parreira dirigirá nesta segunda a África do Sul em um novo amistoso, neste caso contra a Guatemala no estádio Peter Mokaba, em Polokwane, o penúltimo teste dos Bafana Bafana antes da estreia no dia 11 de junho contra o México no estádio Soccer City de Soweto.

"Não estou pensando em meu futuro a longo prazo. Estou totalmente centrado em meu trabalho e minha primeira prioridade é me assegurar de que os Bafana vão chegar à segunda fase da Copa. Uma vez que o tenhamos conseguido, qualquer coisa pode acontecer nos cruzamentos", assinalou.

Amanhã será um dia triste para Parreira, segundo suas próprias palavras, pois ele vai divulgar a lista definitiva de 23 jogadores que representarão a África do Sul na Copa, por isso que terá que deixar de fora, com muito pesar, cinco dos que agora tem sob seu comando.

F. Melo dá bronca em jornalista italiano em mal entendido sobre briga com Kaká


Um momento de tensão marcou a entrevista coletiva do volante Felipe Melo nesta segunda-feira, na concentração da seleção brasileira na África do Sul. O jogador da seleção brasileira se dirigiu a um jornalista italiano com palavras duras para reclamar de uma notícia sobre uma suposta entrada violenta sobre Kaká em treino em Johanesburgo.

Na verdade, o correspondente da Gazzetta dello Sport que acompanha o Brasil na preparação para a Copa não tinha relação com a notícia incorreta divulgada na Itália. Mesmo assim, ouviu a bronca do volante da seleção.

“Aquele senhor ali divulgou uma notícia incorreta. Disse que o Kaká estava ameaçado de não jogar o Mundial e tudo. Agora a gente dá risada, mas é difícil acreditar que um jornalista de verdade faz isso. É ridículo”, declarou Felipe Melo.

“A gente trabalhando aqui e de repente vê na internet, em um site italiano que o Felipe brigou com o Kaká, deu entrada forte, não deu a mão para ele levantar. E lá na Itália eles já gostam de sacanear também. Isso passa uma imagem ruim, não sou mau caráter”, emendou o volante.

Digamos que a bola normal é como mulher de malandro: você chuta e ela está ali, legal. Essa bola da Copa é estilo patricinha: não quer ser chutada

No incidente no treino da última sexta-feira em Johanesburgo, Robinho deu um encontrão em Kaká, que foi ao chão. A foto que flagrou este instante foi publicada em um jornal brasileiro, distribuída por agências de notícias internacionais, e dava a interpretação de que o meia estava recusando a ajuda de Felipe Melo para levantar do gramado.

Após a coletiva, o jornalista da Gazzetta dello Sport se dirigiu ao jogador para tentar explicar a situação e, com a ajuda da assessoria de comunicação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), deu sua versão sobre o mal entendido.

A seleção brasileira volta a treinar na tarde desta segunda em Johanesburgo, um dia antes da viagem para o Zimbábue, onde enfrenta a equipe local em partida amistosa na quarta. O time de Dunga estreia na Copa do Mundo no dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte.

Ramires tenta repetir fórmula para desbancar Elano e combate nervosismo



O palco e o objetivo são os mesmos. Ramires tenta repetir na Copa do Mundo o que conseguiu na Copa das Confederações, também na África do Sul: desbancar Elano. O meia do Benfica começou atrás a disputa com Elano e pretende usar a mesma fórmula de 2009 para ser titular. E para isso, segundo ele, será preciso superar o crescente nervosismo às vésperas do torneio mais importante de sua carreira.

“Fora de campo todos são amigos, mas dentro de campo vale tudo, menos deslealdade. Vou fazer a mesma coisa de quando comecei na seleção: estar bem nos treinos e me empenhar ao máximo, independentemente se vou começar jogando ou não”, avisou Ramires.

No ano passado isso funcionou. O meia do Benfica estreou com Dunga na goleada por 4 a 0 sobre o Uruguai, em Montevidéu, saindo do banco de reservas. O mesmo aconteceu na partida seguinte diante do Paraguai (2 a 1) e na estreia na Copa das Confederações, no 4 a 3 sobre o Egito.

Os três jogos e os 83 minutos em campo convenceram Dunga. Ele deixou Elano no banco a partir da segunda rodada e seguiu como titular até a final, coroada com o título. Depois do torneio sul-africano, Ramires e Elano se revezaram.

Digamos que a bola normal é como mulher de malandro: você chuta e ela está ali, legal. Essa bola da Copa é estilo patricinha: não quer ser chutada

Agora, Elano surge novamente como favorito para começar a Copa do Mundo. No primeiro coletivo realizado na África do Sul, no último domingo, Dunga escalou Elano ao lado de Kaká

Até a estreia no Mundial, dia 15, contra a Coreia do Norte, o Brasil tem dois amistosos: Zimbábue, nesta quarta, e Tanzânia, dia 7. "Não serão só os amistosos que definirão alguma coisa. Depois tem a Copa inteira, pode ser que eu ganha vaga ao longo da competição."

Outro desafio de Ramires é se livrar do nervosismo. O meia admite que ainda está tenso diante da responsabilidade de encarar uma Copa do Mundo. “Agora o nervosismo existe mesmo, é uma tensão grande. Espero deixar isso de lado e ir me soltando um pouco mais.”

Mourinho é apresentado pelo Real Madrid: 'gosto dos maiores desafios'


O técnico José Mourinho falou nesta segunda-feira pela primeira vez como técnico do Real Madrid. Ele foi apresentado pelo time na capital espanhola e comandará o time “galáctico” de estrelas como o brasileiro Kaká e o português Cristiano Ronaldo.

O acordo entre o português e o clube presidido por Florentin Pérez é de quatro temporadas. Mourinho deixou a Inter de Milão após uma temporada de glórias pelo time, com a tríplice coroa: Copa da Itália, Campeonato Italiano e Liga dos Campeões. Agora, encara o que definiu como o “maior desafio”

“Bom dia. Primeiro quero dizer que não falo castelhano muito bem. Estudar italiano me fez esquecer do espanhol, então vou precisar de um mês”, brincou o técnico, em sua primeira declaração em Madri.

“Eu gosto dos maiores desafios. Minha atração pelo Real é devido à sua história, suas frustrações nos últimos anos e a expectativa por vitórias. É um clube único para um jogador ou um técnico. Treinar o Real Madrid é um orgulho”, elogiou ele.

“Bonito não é treinar ou jogar no Real Madrid. Bonito é ganhar no Real Madrid. Está é minha motivação”, completou.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Julio César é enfático e chama bola da Copa de "horrível"



A bola da Copa do Mundo não foi bem recebida por Julio César, o titular da seleção brasileira. Depois de treinar com ela no período da manhã em Johannesburgo, o goleiro reclamou do seu material de trabalho durante o Mundial.

- É horrível. Horrorosa. Parece aquelas bolas que você compra em supermercado.

A Jabulani foi preparada pela Adidas especialmente para o Mundial. Julio César treinou durante 1h30 no campo da seleção na África do Sul.

"Olheiro" Taffarel ajuda no treino dos goleiros da seleção



Ex-titular da posição chutou bola ao gol no primeiro treinamento com bola na África do Sul

O ex-goleiro Taffarel ajudou no treinamento da seleção brasileira nesta sexta-feira (28) pela manhã. Foi o primeiro treino com bola do time na África do Sul. Chamado para ser olheiro de Dunga com os adversários, o ex-titular da seleção na Copa de 1990, 1994 e 1998 chutou bola para Doni, Gomes e Julio Cesar.

Nessa primeira movimentação em terras africanas, o treinamento se resume a umas corridas e um bate-bola com alguns jogadores brincando de bobinho.

R7 acompanha torcida da África do Sul
Adversários fracos abrem margem para dúvidas na seleção

A boa notícia é que Luiz Fabiano e Kaká, que se recuperam de contusões, estão participando normalmente dessa movimentação com os outros jogadores.

Kaká treina bem com a seleção na África do Sul



Lúcio e Maicon, da Inter de Milão, foram outros destaques na primeira atividade com bola

Kaká, Lúcio e Maicon foram os destaques do primeiro treino com bola da seleção brasileira realizado em Johannesburgo, na África do Sul.

Dos três, apenas Kaká havia se apresentado à seleção ainda no Brasil, para uma fase de preparação física no centro de treinamentos do Atlético-PR, em Curitiba.

Taffarel é exaltado e exalta goleiros da seleção



Jogadores da seleção dizem ser um sonho estar ao lado do campeão, que devolve os elogios

Taffarel achou que veria a Copa pela TV, mas um telefonema de Dunga mudou tudo. Foi chamado para fazer parte da comissão técnica da seleção e, quem sabe, ser campeão mundial novamente, como em 1994.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (28), ao lado dos atuais arqueiros da seleção, Taffarel contou que em princípio não ajudaria na preparação dos goleiros, mas que não resistiu ao convite do preparador de goleiros Wendell Ramalho para ajudar.

- Estou vivendo esses momento com uma alegria impressionante. Achei que ia ficar em casa, ver pela TV, e recebi o telefonema do Dunga. Eles [goleiros da seleção] falaram que é um sonho estar aqui, mas pra mim também é um sonho. E eu já estive três vezes [em Copas], mas parece que é a primeira.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Robinho, o enganador de jogadores adversários


Na série de reportagens especiais sobre os 23 jogadores que vão tentar o hexacampeonato da seleção brasileira na África do Sul, hoje é a vez do único atacante que vestiu a camisa amarela na Copa da Alemanha.

Na série de reportagens especiais sobre os 23 jogadores que vão tentar o hexacampeonato da seleção brasileira na África do Sul, hoje é a vez do único atacante que vestiu a camisa amarela na Copa da Alemanha.

Um enganador.

“O drible - quem sabe fazer ele bem feito - é uma coisa espetacular. É uma maneira de você enganar produtivamente, enganar pra ajudar o seu time”, diz o atacante Robinho.

Um dominador.

“Pé feio, mas obediente. Quando eu falo: ‘dá caneta’, ele obedece”.

Fala sério, Robinho! Se for capaz.

“Se ele falar sério com a gente, a gente nem acredita”, diz a mãe do atacante, Marina Lima de Souza.

Na seleção, o piadista-chefe. E em casa?

“É pior”, responde.

E isso vem desde os tempos daquela carinha infantil, sapeca.

“Minha mãe me batia muito, porque eu quebrava os móveis que tinha, as únicas coisas que minha mãe comprava no R$ 1,99”, lembra o jogador.

Futebol e bons argumentos.

“Ele dizia: ‘Mãe, o quadro da senhora caiu. Mas não fui eu que quebrei, foi a bola que bateu’”, conta Marina.

Nome todo, nome de ginásio em São Vicente, Robson de Souza.

“Eu não gosto muito do meu nome não”.

Ou...

“Minha mãe sempre me chamou de Gordo”.

Gordo?

“Olha, acho que não, só tinha aquela barriguinha de verme, normal de criança”.

Era pobre.

“Nunca tive bicicleta que eu queria, vídeo-game”.

“Eu trabalhava numa casa de família, na casa de um casal de senhores”, diz a mãe de Robinho.

Moravam de aluguel, num quarto e sala. Eram inquilinos de Dona Luzia. Os pais e o filho único Robinho viviam do trabalho e da solidariedade.

“Às vezes vinham trazer cesta básica. Eles eram muito pobres, mas eram muito honestos”, diz Dona Luzia.

Perto dali, mora Betinho.

“Eu vi o menino crescer”.

Eternamente pendurada, a camisa autografada ao "Ao Betinho, primeiro técnico, com carinho do amigo Robinho". Eram os primeiros passos no futsal. Ali aprendeu a enganar marcadores.

“Ali ele podia dar chapéu, caneta, ninguém pegava a bolinha dele não, era gostoso”, conta Betinho.

Ganhou um carro do pupilo.

“Hoje eu tenho uma vida um pouquinho melhor, agradeço muito a ele também”, agradece o técnico.

Aos 15 anos, futebol de campo, no Santos. O mesmo Robinho.

“Chegou ao Santos irreverente, criativo, irresponsável. Muitas vezes eu tirava ele do jogo por ele driblar muito. Os adversários queriam bater nele”, conta Manoel Maria, ex-técnico de Robinho.

O menino virou xodó do Rei. E chegou ao profissional em uma geração de dois títulos brasileiros. Na primeira final, o garoto que jamais ganhou bicicleta enfim pedalou.

“Eu era muito garoto, né? Com 18 anos, numa final de campeonato brasileiro, dar um drible daquele”, recorda.

“A visão periférica do Rogério sumiu naquela hora, né?”, explica Betinho.

“Depois eu tive a personalidade de pegar a bola e bater o pênalti. Aquilo ali foi divisor de águas, depois da pedalada as coisas melhoraram”, acredita Robinho.

Foi para o Real Madrid, depois para o Manchester City, da Inglaterra. E também para a inacabada Copa da Alemanha. O Brasil ficou pelo caminho. Mas logo se tornaria o atacante do técnico Dunga. Em quase quatro anos, só não atuou quando esteve machucado.

“Eu posso estar passando por dificuldade, às vezes mal e tal, mas sempre quando chego na seleção as coisas me ocorrem super bem”, diz.

A volta para o Santos bailarino e campeão paulista trouxe algumas facilidades pra ele.

“Gosto de estar sempre com o cabelo cortadinho”.

Aliás, cortado pelas mãos mais famosas do bairro.

Clientes novos não são assim tão frequentes no salão do Gilson. O Robinho, por exemplo, é um caso de fidelidade antiga. Desde os 13 anos, só a tesoura do Gilson desenha o penteado de Robinho. Seja aqui em São Vicente, na Espanha ou na Inglaterra.

“Para a Espanha fui duas vezes. E para a Inglaterra já fui umas oito vezes”, conta Gilson.

E tem cliente novo. Robson Júnior. Dois anos. Herdou a prosa do pai.

A família também tem história triste pra contar. Em 2004, Dona Marina ficou dois meses sequestrada. Um trauma superado. Hoje, é dela o grito de guerra em casa.

“Bola pra frente, Brasil!”.

Juan, um zagueiro calado e elegante



Aos 10 anos, o torcedor virou zagueiro do Flamengo. Aos 23, foi para a Alemanha, Bayer Leverkusen. Há três temporadas, é do Roma da Itália. Titular na Copa de 2006, 75 jogos pela Seleção.

Na série de reportagens especiais sobre os 23 jogadores convocados por Dunga, nesta terça-feira é a vez de um zagueiro que troca a força pela categoria.

É a hora de curtir. O ex-caminhoneiro não tem pressa. Olhar as horas é conferir: o filho é um vencedor.

Futebol-arte é jargão velho. Marcação-arte? Isso é Juan.

“Cada um improvisa naquilo que é forte né? Pessoal lá da frente consegue dar dribles sensacionais, fazer gol espetacular e eu sou forte dando carrinho. De vez em quando, tem que improvisar um carrinho mais bonito pra divulgar um pouquinho seu futebol, né?”, disse o zagueiro Juan.

Carrinho de letra. Foi no jogo mais recente da Seleção, contra a Irlanda. E pensar que o pai Roberto dos Santos nem levava muita fé.

“Tem muitos pais que acham que o filho joga bola, joga muito. Eu, sinceramente, nunca achei isso”, contou.

Mas o menino já começou com dois batismos, no mesmo dia. “Ele se batizou com 3 anos. Saiu do batizado dele, foi para o Maracanã”, lembra a mãe Valdeci Silveira.

Educado na fé e na bola. Tirado da cama em certa madrugada no fim daquele ano de 1981. “Ele com 2 anos eu acordei para ver Flamengo e Liverpool”, conta o pai.

“Ele me acordou para ver de madrugada”, confirma o Juan.

Flamengo, campeão Mundial Interclubes. “Meu pai foi o que me ensinou a ser rubro-negro, me levava para os estádios, devo isso muito a ele. Minha mãe foi a que me levava sempre para os treinamentos, para cima e para baixo, para os jogos. Esse meu lado futebol devo um pouquinho a meu pai, um pouquinho a minha mãe”, diz o craque.

A gratidão é toda deles: “Com 15 anos já era um homem formado já”, orgulha-se o pai. “Para ele, não faz falta a noitada. Não faz falta porque ele nunca teve isso”, conta a mãe.

Aos 10 anos, o torcedor virou zagueiro do Flamengo. Aos 23, Alemanha, Bayer Leverkusen. E há três temporadas, é do Roma da Itália. Titular na Copa de 2006, 75 jogos pela Seleção, sempre com grande elegância. Não é de falar palavrão, não é de falar.

“Calado, para começar, né, calado, sempre calado, sempre na dele”. É a lembrança da inspetora do colégio. É a realidade mesmo.

“Em casa pode estar ele e eu, ele está calado, só responde o que a gente perguntar”, diz a mãe.

Quieto. Mas o ambiente ao redor... Colégio Pedro II, Zona Sul do Rio. Segundo a diretora: “Era a casa dele”.

Dos 6 aos 17 na mesma escola. A mãe trabalhava na escola o dia inteiro e Juan esperava por ela na quadra. Era só passar pelo corredor e chegar à quadra. O ABCD da bola foi ali e ele foi bem alfabetizado.

Sim, futebol se aprende na escola. “Onde ele jogava bola, brincava e eu trabalhava, né?”, lembra a mãe.

Dona Val distribui beijos, revisita o colégio onde era merendeira. Juan estudava de manhã e só ia embora com a mãe no fim do expediente, à tarde.

“Eu ficava a tarde toda com ela lá esperando a hora do recreio bater do pessoal da tarde para jogar bola com eles. Então fazia de manhã a escola e à tarde voltava pra brincar”, conta o zagueiro.

Bom de bola e bom de notas, mas não as musicais. As aulas de flauta são uma tradição no colégio. “Tinha que tocar flauta. Sabe que todo menino não gosta muito dessas aulas mais paradas. Não tem nada a ver comigo”, conta o jogador. Não se envergonhe, Juan. É difícil mesmo.

Viu? Ali Juan estudou até o fim do ensino médio. Na escola, conheceu a mulher e mãe dos dois filhos do casal. Lá Juan não aprendeu a flauta, mas aprendeu a fazer renda. A rentável vitória dos grandes jogadores da Europa. O zagueiro arte da Seleção.

Kleberson, o jogador que só conhece vitória em Copa do Mundo



“Eu nasci com bola, só que não ganhei dinheiro com bola”, conta o pai Paulo.

Paulo é auxiliar técnico em um time de base, mas queria ser jogador. “Tentei bastante”, conta.

“Aí, quando veio o primeiro filho homem, falei: ‘É esse’”, lembra.

“Antes de nascer ele falava sabe: ‘Esse aqui vai seguir a carreira que o pai não teve oportunidade’”, diz a mãe Maria Pereira.

Kleberson é o caçula. Na infância, pai, mãe, duas irmãs e futebol. Patrícia é a irmã do meio: “Eu era ponta direita”, diz. Vanusa é irmã mais velha: “Acho que eu fui assim a menor goleira do mundo, 1m55”, brinca.

Dona Maria: “Eu era técnica do time e ele era meu ajudante”, conta a mãe.

“Minha mãe era, digamos, uma Felipona né?”, conta o Kleberson.

Com a benção da Felipona, de seu Paulo e das irmãs futebolistas, Kleberson se destacava no futsal, em Ibiporã, no norte do Paraná, mas queria o futebol de campo. Já tinha 17 anos e resolveu se profissionalizar no futsal mesmo.

“Na época, eu ia ganhar R$ 580, R$ 600, era muito bom pra mim né?”, lembra o jogador.

Mas naquele mesmo dia, horas antes de assinar contrato para jogar futsal, uma ligação do Atlético-PR mudou a vida dele. Em poucos meses, já estava no time profissional.

“Foi uma explosão muito grande essa. As coisas aconteceram muito muito rápido”, diz Kleberson.

O Atlético-PR foi campeão brasileiro em 2001. “Aí começou, aí foi cada vez subindo mais”, conta o jogador.

Decolou e logo veio a convocação para a seleção brasileira, do Brasil para o outro lado do mundo: a Copa na Ásia. E de lá, Europa, um grande contrato na Inglaterra.

“Fui o primeiro brasileiro a jogar no Manchester, a fazer um gol com a camiseta do Manchester”, orgulha-se o craque.

Na chegada ao milionário clube inglês, foi apresentado ao lado de um promissor atacante português. Naquele momento, o cara era Kleberson.

“Quando cheguei com o Cristiano Ronaldo, muito se falava do Kleberson. E o Cristiano era uma aposta, porque era bem mais novo do que eu né?”, diz.

Mas foram muitas lesões no Manchester. Ele foi vendido ao Besiktas, da Turquia e o campeão mundial já não tinha aquele prestígio. “Foram cinco anos fora do Brasil e longe da Seleção também”, observa.

Decidiu voltar ao Brasil: o Flamengo foi campeão brasileiro e o Kleberson para a Seleção. Para uma outra Copa do Mundo. Naquela, no Japão, se destacou na final contra a Alemanha.

“Ah, aquela bola na trave né? Meu Deus, naquela final, gente, aquilo lá ficou gravado para gente, meu Deus se aquela bola entra”, lembra a irmã Patrícia.

“Se eu fechar o olho parece que eu estou vendo aquela, sabe...”, imagina a mãe. Aquela maravilha de passe.

O caçula de dona Felipona: “Eu punha as meninas para correr atrás dele e ele driblava pra lá, driblava pra cá”, conta.

Kleberson não conhece nem empate em Copa do Mundo. Que assim seja daqui a alguns dias.

Morre aos 34 anos Tenor sul-africano escolhido por Mandela para cantar na abertura da Copa



O tenor sul-africano Siphiwo Ntshebe, de 34 anos, que cantaria na abertura da Copa do Mundo da África do Sul, morreu vítima de meningite.O cantor foi escolhido por Nelson Madela para se apresentar na cerimônia de abertura da Copa.

Segundo a “BBC”, Ntshebe iria cantar a canção “Hope”, que traz uma mensagem escrita e dita por Nelson Mandela. O tenor ensaiava na semana passada quando contraiu a doença.

Siphiwo Ntshebe ficou internado num hospital de Port Elizabeth, sua cidade natal, mas não resistiu. O jovem cantor aprendeu a cantar em um igreja de sua cidade e aos 16 anos ganhou uma bolsa de estudos para integrar o coral a Universidade do Cabo.

"É trágico para qualquer um que trabalhou tão duro como ele (...) morrer, no momento em que seu talento iria ser reconhecido", afirmou Keith Lister, diretor geral da Sony Music Entertainment, para agência de notícias “Sapa”.

Ele também foi premiado com a oportunidade de estudar na Royal College of Music de Londres. A faixa “Hope”, que seria cantada por Ntshebe, vai estar no álbum de mesmo nome que será lançado junto com o início da Copa do Mundo da África do Sul.

Dunga mostra bom humor, e comissão 'discute relação' com imprensa



O técnico Dunga se mostrou bastante tranquilo em sua primeira entrevista em Johanesburgo, cerca de cinco horas depois de desembarcar no país da Copa do Mundo. Sem respostas ríspidas ou discussões com os jornalistas, o treinador, o auxiliar Jorginho e até o assessor de imprensa Rodrigo Paiva falaram muito sobre a relação que a seleção tem mantido com a imprensa.

"A gente tem dois dias para os jogadores fazerem testes físicos. Não tem razão para ter gente lá dentro na hora dos exames. E aí já falaram que a gente era recluso. Aí quando abre o treino, vocês comparam com Weggis (cidade suiça que recebeu a preparação da seleção para a Copa de 2006, na Alemanha)", disse Dunga.

O capitão do tetra lembrou que na sua trajetória de quase quatro anos na seleção, seu trabalho está sempre à prova: de forma pessoal - erros de pronúncia em entrevistas, roupas usadas no banco de reservas ou ofenas à família - e profissional, com vitórias sendo sempre seguidas de questionamentos e dúvidas.

Já Jorginho abriu sua participação desejando "um bom trabalho a todos", em clima de cordialidade. Rodrigo Paiva, por sua vez, interviu antes mesmo das perguntas: "Fomos criticados por quatro anos por um 'big brother' que foi a preparação em Weggis, e que foi criado por vocês, pelas novas mídias, novas ferramentas. Agora, será que precisam de câmeras viradas 24h para os quartos dos jogadores? Vamos refletir sobre isso", indagou o assessor de imprensa da CBF.

Num ambiente bastante calmo, mesmo levantando as rotineiras críticas que recebe, sobrou tempo até para Dunga deixar transparecer um bom humor com a chegada da Copa. Perguntado sobre como seriam as folgas dos jogadores, ironizou: "eu penso diferente, eu estou pensando em trabalhar e você já quer folga? Estou brincando, viu", respondeu o comandante.

No hotel, Brasil faz Primeira Atividade Física na África do Sul



Os jogadores da seleção brasileira participaram da primeira atividade física na África do Sul, nesta quinta-feira. Cerca de nove horas depois do desembarque em Johanesburgo, o fisioterapeuta Luiz Alberto Rosan e o preparador físico Fábio Mahseredjian comandaram um trabalho de relaxamento muscular na piscina aquecida do hotel Fairway.

O treino físico leve foi a única movimentação do elenco nesta quinta. Já na sexta, o grupo participará de seu primeiro treino no gramado do colégio escolhido pela CBF, o Randuburg High School.

Aliás, o treino de sexta deve ser o primeiro com os 23 convocados para a Copa do Mundo, já que o lateral direito Maicon e o zagueiro Lúcio foram liberados do período de testes em Curitiba e só se juntaram à delegação em Johanesburgo.

A expectativa fica por conta de Kaká, que trabalhou no campo de Curitiba apenas na terça e na quarta. Dunga já avisou que o atleta estará pronto para a estreia do Brasil, dia 15 de junho, diante da Coreia do Norte.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Veja os horários dos bancos durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgou nesta quarta-feira (26) os horários de funcionamento das agências bancárias no país nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo 2010.

Veja abaixo o calendário dos jogos e os horários dos bancos:

Brasil X Coréia do Norte - 15 de junho (terça-feira), às 15h30 (horário de Brasília)

- Em cidades do interior: das 8h às 14h (horário de Brasília)

- Capitais e regiões metropolitanas: das 8h às 14h (horário de Brasília).

Brasil X Portugal - 25 de junho (sexta-feira), às 11h (horário de Brasília)

- Em cidades do interior: das 8h às 10h30 e das 13h30 às 15h30 (horário de Brasília)

- Capitais e regiões metropolitanas: das 8h às 10h30 e das 14h às 16h (horário de Brasília).

Em caso de classificação da seleção brasileira para as fases seguintes da Copa do Mundo, as sugestões para o expediente bancário são as seguintes:

Caso a partida seja realizada às 11h (horário de Brasília):

- Em cidades do interior: das 8h às 10h30 e das 13h30 às 15h30 (horário de Brasília)

- Capitais e regiões metropolitanas: das 8h às 10h30 e das 14h às 16h (horário de Brasília).

Caso a partida seja realizada às 15h30 (horário de Brasília):

- Em cidades do interior: das 8h às 14h (horário de Brasília)

- Capitais e regiões metropolitanas: das 8h às 14h (horário de Brasília).

Os bancos deverão, com antecedência mínima de 48 horas, afixar avisos em suas dependências sobre o horário de atendimento nos dias de jogos.

A partida do Brasil contra a Costa do Marfim ocorrerá num domingo (20 de junho), às 15h30, dia em que não há expediente bancário.

O Brasil segue líder do ranking da Fifa


Brasil segue líder no último ranking da Fifa antes da Copa do Mundo
Entre os adversários da primeira fase na África do Sul, Portugal está em terceiro, Costa do Marfim, em 27º, e a Coreia do Norte, em 105º

O Brasil segue líder do ranking da Fifa na última classificação antes da Copa do Mundo da África do Sul, divulgada nesta quarta-feira. A seleção brasileira tem 1.611 pontos, e é seguida de perto pela Espanha, que tem 1.565. Portugal, adversário do Brasil na primeira fase do Mundial, continua em terceiro, mas com pontuação bem inferior: 1.249.

Entre os outros adversários do Brasil na primeira fase, a Costa do Marfim se manteve no 27º lugar, enquanto a Coreia do Norte subiu uma posição, chegando à 105ª, a pior entre todos os times que disputarão o Mundial.

Entre os dez primeiros, apenas uma mudança: França e Croácia trocaram de posições, e agora estão na nona e na décima, respectivamente. Os croatas são os únicos entre os dez primeiros que não estarão no Mundial.

Ranking da Fifa de maio, com os dez primeiros e os demais participantes da Copa:

1. Brasil - 1.611 pontos
2. Espanha - 1.565
3. Portugal - 1.249
4. Holanda - 1.231
5. Itália - 1.184
6. Alemanha 1.082
7. Argentina - 1.076
8. Inglaterra - 1.068
9. França - 1.044
10. Croácia - 1.041
13. Grécia - 964
14. Estados Unidos - 957
15. Sérvia - 947
16. Uruguai - 899
17. México - 895
18. Chile - 888
19. Camarões - 887
20. Austrália - 886
21. Nigéria - 883
24. Suíça - 866
25. Eslovênia - 860
27. Costa do Marfim - 856
30. Argélia - 821
31. Paraguai - 820
32. Gana - 800
34. Eslováquia - 777
36. Dinamarca - 767
38. Honduras - 734
45. Japão - 682
47. Coreia do Sul - 632
78. Nova Zelândia - 410
83. África do Sul - 392
105. Coreia do Norte - 285.

Sob forte esquema de segurança, 'fortalezas' da seleção estão prontas


Na véspera da chegada da seleção brasileira à África do Sul, hotel e campo de treinamentos em Joanesburgo já estão prontos. Mas o que mais salta aos olhos nos dois locais é o forte esquema de segurança. Em nome da privacidade exigida pelo técnico Dunga, ambos foram orientados a não permitir o acesso de qualquer pessoa sem uma autorização da CBF.O clube de golfe onde foi construído o hotel Fairway segue em funcionamento. Mas lá dentro há grande vigilância no acesso à concentração do Brasil e uma barreira para o restante do clube. A reportagem do GLOBOESPORTE.COM conseguiu entrar no Fairway de carro nesta quarta-feira, por um acesso lateral. Foi necessário passar apenas por um bloqueio. Mas, três minutos depois, os seguranças chegaram e pediram que as fotos fossem apagadas. No local há vários vigilantes da Piranha Security, empresa privada de nome sugestivo que monitora a região. Eles se comunicam por rádio dentro do hotel e têm a ajuda de policiais para garantir que ninguém entre.

O colégio Hoërskool Randburg, onde está o campo em que a seleção vai treinar, também bloqueou sua entrada. Apenas alunos e funcionários podem passar pelo portão, já que as aulas continuam. Bem diferente de fevereiro, quando o GLOBOESPORTE.COM visitou a escola normalmente. Ela havia acabado de ser indicada pelo Brasil como seu local de treinos e ainda não havia qualquer restrição à presença de jornalistas.É possível ver grande parte do colégio da rua, já que as cercas são vazadas. O campo de treino, no entanto, fica escondido atrás do prédio onde estão as salas de aula. Esta proteção, aliás, foi um dos motivos que fizeram a comissão técnica optar pelo colégio como centro de treinamento. O Marks Park, um centro de treinamento maior e com mais campos, era a indicação da Fifa para a seleção que se hospedasse no Fairway. Tem ótimas condições de trabalho, tanto que está sendo usado algumas vezes pela equipe sul-africana durante sua preparação para a Copa. Sua única desvantagem em relação ao colégio Hoërskool é não oferecer a mesma privacidade.

O Brasil, aliás, será uma das seleções mais blindadas dentre as 32 que jogarão o Mundial. Outras equipes como anfitriã África do Sul e as adversárias Costa do Marfim e Coreia do Norte ficarão em hoteis que permanecerão abertos a outros hóspedes e visitantes durante a Copa.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Como estão organizados os grupos da Copa do Mundo 2010??




Estão divididos, em Oito grupos( A-H ), com os seguintes cabeças de chaves,Africa do Sul, Argentina, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Italia, Brasil e Espanha.

Thiago Silva diz que o Brasil tem a melhor zaga do mundo


Jogador do Milan confia no bom rendimento do setor defensivo da seleção na Copa do Mundo

Um dos jogadores mais jovens do grupo convocado por Dunga para a Copa do Mundo, o zagueiro Thiago Silva elogiou bastante o setor defensivo da seleção nesta segunda-feira. O jogador do Milan considera que o Brasil tem, atualmente, a melhor defesa do mundo com Julio César, Maicon, Juan, Lucio e Michel Bastos.

Aos 25 anos, Thiago Silva – que tem seis jogos com a seleção - mostrou também uma admiração por Juan, companheiro de seleção e titular absoluto no time montado pelo técnico Dunga.

- Sou fã do Juan. A dupla de zaga da seleção brasileira para mim é a melhor do mundo. Cada um tem uma opinião. Eu penso que a melhor dupla de zaga está ao nosso lado. Tenho certeza de que a nossa defesa vai ser uma das melhores do mundial.

O entrosamento é antigo. Juan e Lucio jogaram por muitos anos juntos no Bayer Leverkusen, da Alemanha. Formam a dupla de zaga da seleção brasileira desde 2005. E, atualmente, Julio César, Maicon e Lucio atuam pelo Inter de Milão, que acabou de conquistar o título da Liga dos Campeões.

Sob o comando de Dunga, a seleção brasileira fez 53 jogos. Só sofreu 36. Com isso, Thiago Silva viaja para a África do Sul sabendo que uma chance só vai aparecer se um dos titulares tiver algum problema físico.

- A responsabilidade aqui é dividida entre todos. Se tiver uma oportunidade vou tentar mostrar o meu trabalho. Se estou aqui é porque a comissão técnica confia em mim. Fiquei seis meses parado. Foi ruim para mim em termos de seleção. Mas dei a volta por cima e estou muito feliz de fazer parte deste grupo hoje. A responsabilidade aumenta de estar fazendo sempre o melhor.

Torcida assiste a treino do Brasil em Curitiba e grita: ‘Valeu, Dunga’


Um dia depois de criticarem o técnico da seleção pelo veto, torcida do Brasil agradece e respeita ordem de entrar calmamente no CT

O técnico Dunga cedeu aos pedidos dos torcedores e resolveu abrir o treinamento da seleção brasileira na tarde desta segunda-feira, no Centro de Treinamento do Caju, em Curitiba. Com isso, os fãs finalmente conseguiram ter um contato com os jogadores. Por cerca de 20 minutos, cerca de 400 pessoas fizeram bastante festa.

- Valeu, Dunga! Valeu, Dunga - chegaram a gritar alguns torcedores.

No último domingo, a torcida esteve na porta do CT pedindo para assistir ao treino. Mas foi barrada pela segurança. A distância com os fãs gerou críticas. Com um público se aglomerando novamente na entrada do Centro de Treinamento nesta segunda-feira, Dunga resolveu liberar a entrada dos torcedores.

A orientação da CBF para a entrada dos aproximadamente 400 torcedores ao Centro de Treinamento foi para que todos caminhassem calmamente. E isso foi respeitado. No trajeto até o campo onde os jogadores estavam, muita festa por parte dos torcedores, que gritaram o nome dos atletas.

O treinamento físico desta tarde foi semelhante ao do último domingo, com os jogadores correndo em volta de um dos campos do CT do Caju. Os torcedores deixaram o CT felizes e gritando "hexacampeão".

Apenas nesta terça-feira, último dia de treinamentos em Curitiba, é que os jogadores vão poder ter contato com a bola junto com o trabalho físico – os goleiros já tiveram essa chance. Assim como pela manhã, Luís Fabiano foi liberado para a atividade desta tarde. O atacante está recuperado de uma lesão muscular. Kaká segue fora do campo. O meia faz um trabalho de reforço. A intenção do departamento médico é liberar o craque do Real Madrid para correr no gramado nesta terça-feira.

A delegação verde e amarela vai deixar a capital paranaense com destino a Joanesburgo, na África do Sul, na próxima quarta-feira. Antes de ir ao país da Copa do Mundo, os atletas vão fazer uma parada em Brasília, onde ocorrerá uma visita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Artilheiros de todas as Copas - Müller: superado só por Ronaldo


O alemão Gerd Müller manteve até 2006 o recorde de maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Ele marcou 14 gols nos dois Mundiais que disputou (1970 e 1974). Müller foi ultrapassado por Ronaldo, que atingiu 15 gols na disputa das oitavas-de-final do Mundial de 2006, contra Gana.

Em terceiro lugar aparece o francês Just Fontaine, com 13 gols, todos assinalados na Copa do Mundo da Suécia, em 1958.

O Rei Pelé, tricampeão mundial, marcou 12 vezes, e atualmente é o quarto colocado.

Completando o topo da tabela de goleadores, o alemão Jürgen Klinsmann tem 11 gols, junto com o húngaro Sandor Kocsis. O polonês Lato e o inglês Gary Lineker, ambos com 10, aparecem na seqüência.

História das Copas do Mundo

A Copa do Mundo é o maior evento do esporte mais popular do mundo. De magnitude similar, somente os Jogos Olímpicos podem ser comparados a um Mundial de futebol.

Até hoje já foram realizadas 17 Copas, em 15 países, de três continentes diferentes. No total, 27.499.092 pessoas assistiram às partidas nos estádios que abrigaram a competição. Outras centenas milhões acompanharam as transmissões do evento pela televisão e pelo rádio. Em 75 anos de Mundial, a bola já balançou a rede 1920 vezes.

Setenta nações disputaram a Copa desde a sua primera edição, no Uruguai, em 1930. Algumas mudaram de nome, outras nem existem mais. A Fifa, organizadora do torneio, possui mais filiados do que a própria ONU (Organização das Nações Unidas).

Tudo começou com o sonho e a dedicação do francês Jules Rimet em organizar um torneio envolvendo seleções de vários países. O primeiro troféu, que levava o nome do idealizador, teve sua posse definitiva conquistado pelo Brasil. A nova taça, de posse transitória, chama-se simplesmente "Copa do Mundo".

Em 2006, a Alemanha receberá a 18ª Copa da história em momento diferente de quando recebeu o torneio pela primeira vez, em 1974. À época, o país era dividido pela Guerra Fria em Ocidental e Oriental. Os alemães do oeste viram a seleção da casa faturar seu segundo título.

A edição de 2010 da Copa também já tem sua sede definida. Pela primeira vez, o continente africano receberá a competição, mais especificamente a África do Sul.

História do Futebol


O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este esporte desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente.

Origem do futebol

Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos de bola em várias culturas antigas. Estes jogos de bola ainda não eram o futebol, pois não havia a definição de regras como há hoje, porém demonstram o interesse do homem por este tipo de esporte desde os tempos antigos.

O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir com o futebol. Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de casa, desde cedo jovens de vários cantos do mundo começam a praticar o futebol.

Origens do futebol na China Antiga
Na China Antiga, por volta de 3000 a.C, os militares chineses praticavam um jogo que na verdade era um treino militar. Após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos soldados inimigos. Com o tempo, as cabeças dos inimigos foram sendo substituídas por bolas de couro revestidas com cabelo. Formavam-se duas equipes com oito jogadores e o objetivo era passar a bola de pé em pé sem deixar cair no chão, levando-a para dentro de duas estacas fincadas no campo. Estas estacas eram ligadas por um fio de cera.

Origens do futebol no Japão Antigo
No Japão Antigo, foi criado um esporte muito parecido com o futebol atual, porém se chamava Kemari. Praticado por integrantes da corte do imperador japonês, o kemari acontecia num campo de aproximadamente 200 metros quadrados. A bola era feita de fibras de bambu e entre as regras, o contato físico era proibido entre os 16 jogadores (8 para cada equipe). Historiadores do futebol encontraram relatos que confirmam o acontecimento de jogos entre equipes chinesas e japonesas na antiguidade.

Origens do futebol na Grécia e Roma
Os gregos criaram um jogo por volta do século I a.C que se chamava Episkiros. Neste jogo, soldados gregos dividiam-se em duas equipes de nove jogadores cada e jogavam num terreno de formato retangular. Na cidade grega de Esparta, os jogadores, também militares, usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra. O campo onde se realizavam as partidas, em Esparta, eram bem grandes, pois as equipes eram formadas por quinze jogadores.Quando os romanos dominaram a Grécia, entraram em contato com a cultura grega e acabaram assimilando o Episkiros, porém o jogo tomou uma conotação muito mais violenta.

O futebol na Idade Média
Há relatos de um esporte muito parecido com o futebol, embora usava-se muito a violência. O Soule ou Harpastum era praticado na Idade Média por militares que dividiam-se em duas equipes : atacantes e defensores. Era permitido usar socos, pontapés, rasteiras e outros golpes violentos. Há relatos que mostram a morte de alguns jogadores durante a partida. Cada equipe era formada por 27 jogadores, onde grupos tinham funções diferentes no time: corredores, dianteiros, sacadores e guarda-redes.

Na Itália Medieval apareceu um jogo denominado gioco del calcio. Era praticado em praças e os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois cantos extremos da praça. A violência era muito comum, pois os participantes levavam para campo seus problemas causados, principalmente por questões sociais típicas da época medieval.
O barulho, a desorganização e a violência eram tão grandes que o rei Eduardo II teve que decretar uma lei proibindo a prática do jogo, condenando a prisão os praticantes. Porém, o jogo não terminou, pois integrantes da nobreza criaram um nova versão dele com regras que não permitiam a violência. Nesta nova versão, cerca de doze juízes deveriam fazer cumprir as regras do jogo.

O futebol chega à Inglaterra
Pesquisadores concluíram que o gioco de calcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII. Na Inglaterra, o jogo ganhou regras diferentes e foi organizado e sistematizado. O campo deveria medir 120 por 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida com ar. Com regras claras e objetivas, o futebol começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Aos poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o futebol. No ano de 1871 foi criada a figura do guarda-redes (goleiro) que seria o único que poderia colocar as mãos na bola e deveria ficar próximo ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875, foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos e em 1891 foi estabelecido o pênalti, para punir a falta dentro da área. Somente em 1907 foi estabelecida a regra do impedimento.

O profissionalismo no futebol foi iniciado somente em 1885 e no ano seguinte seria criada, na Inglaterra, a International Board, entidade cujo objetivo principal era estabelecer e mudar as regras do futebol quando necessário.
No ano de 1897, uma equipe de futebol inglesa chamada Corinthians fez uma excursão fora da Europa, contribuindo para difundir o futebol em diversas partes do mundo.
Em 1888, foi fundada a Football League com o objetivo de organizar torneios e campeonatos internacionais.

No ano de 1904, foi criada a FIFA ( Federação Internacional de Futebol Association ) que organiza até hoje o futebol em todo mundo. É a FIFA que organiza os grandes campeonatos de seleções ( Copa do Mundo ) de quatro em quatro anos. Em 2006, aconteceu a Copa do Mundo da Alemanha, que teve a Itália como campeã e a França como vice.A FIFA também organiza campeonatos de clubes como, por exemplo, a Copa Libertadores da América, Copa da UEFA, Liga dos Campeões da Europa, Copa Sul-Americana, entre outros.

História do Futebol no Brasil
Nascido no bairro paulistano do Brás, Charles Miller viajou para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras. Podemos considerar Charles Miller como sendo o precursor do futebol no Brasil.
O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizados em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIARIA SÃO PAULO RAILWAY.
O primeiro time a se formar no Brasil foi o SÃO PAULO ATHLETIC, fundado em 13 de maio de 1888.
No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participação de negros em times de futebol.
Em 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, sendo que a seleção brasileira perdeu o título, em pleno Maracanã, para a seleção Uruguaia (Uruguai 2 x Brasil 1). Em 2014, a Copa do Mundo de Futebol será realizada novamente no Brasil.

Você sabia?

- Comemora-se em 19 de julho o Dia do Futebol.