
O técnico Dunga se mostrou bastante tranquilo em sua primeira entrevista em Johanesburgo, cerca de cinco horas depois de desembarcar no país da Copa do Mundo. Sem respostas ríspidas ou discussões com os jornalistas, o treinador, o auxiliar Jorginho e até o assessor de imprensa Rodrigo Paiva falaram muito sobre a relação que a seleção tem mantido com a imprensa.
"A gente tem dois dias para os jogadores fazerem testes físicos. Não tem razão para ter gente lá dentro na hora dos exames. E aí já falaram que a gente era recluso. Aí quando abre o treino, vocês comparam com Weggis (cidade suiça que recebeu a preparação da seleção para a Copa de 2006, na Alemanha)", disse Dunga.
O capitão do tetra lembrou que na sua trajetória de quase quatro anos na seleção, seu trabalho está sempre à prova: de forma pessoal - erros de pronúncia em entrevistas, roupas usadas no banco de reservas ou ofenas à família - e profissional, com vitórias sendo sempre seguidas de questionamentos e dúvidas.
Já Jorginho abriu sua participação desejando "um bom trabalho a todos", em clima de cordialidade. Rodrigo Paiva, por sua vez, interviu antes mesmo das perguntas: "Fomos criticados por quatro anos por um 'big brother' que foi a preparação em Weggis, e que foi criado por vocês, pelas novas mídias, novas ferramentas. Agora, será que precisam de câmeras viradas 24h para os quartos dos jogadores? Vamos refletir sobre isso", indagou o assessor de imprensa da CBF.
Num ambiente bastante calmo, mesmo levantando as rotineiras críticas que recebe, sobrou tempo até para Dunga deixar transparecer um bom humor com a chegada da Copa. Perguntado sobre como seriam as folgas dos jogadores, ironizou: "eu penso diferente, eu estou pensando em trabalhar e você já quer folga? Estou brincando, viu", respondeu o comandante.
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