Vem da Hungria o árbitro que apitará a estreia do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul, contra a Coreia do Norte, em 15 de junho, em Joanesburgo. Viktor Kassai, 34 anos e pouca projeção internacional, festeja a chance de aparecer para o planeta ao trabalhar logo no primeiro jogo de um dos favoritos ao título, mas garante que não fará distinção entre os famosos brasileiros e os desconhecidos norte-coreanos.
- Eu gosto do bom futebol em si. Não me importo quem esteja jogando. Minha função é fazer o melhor para o jogo, sejam brasileiros, argentinos ou nigerianos – afirmou.
O momento de maior projeção de Kassai foi a final dos Jogos Olímpicos de 2008, quando a Argentina venceu a Nigéria por 1 a 0, em Pequim, na China. Entretanto, na fase de classificação da Liga dos Campeões de 2010, foi muito criticado pelos portugueses do Sporting, eliminados diante da italiana Fiorentina.
Minha função é fazer o melhor para o jogo, sejam brasileiros, argentinos ou nigerianos"Viktor KassaiApesar do discurso político, o árbitro reconhece que participar de uma partida da seleção brasileira só tem a engrandecer seu trabalho, principalmente por se tratar da maior competição de futebol do mundo.
- Eu me senti muito feliz quando fui escolhido para participar da Copa.
Trabalhar em um jogo assim também é legal. Estou satisfeito – acrescentou.
Kassai se esquivou sobre a preocupação com possíveis “firulas” de alguns jogadores e não quis falar sobre a maneira de atuar. Mesmo assim, seu histórico não apresenta um grande número de expulsões ou advertências.
- Eu não tenho um estilo. Isso está errado. Tenho que aplicar aquilo que a regra determina. Preciso fazer o que é melhor para o jogo e não para apenas um time – completou.

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